ISTEN HOZOTT

Missão além-fronteiras, recebemos com alegria uma nota do jovem estudante Marco Antônio que está na Hungria, após dois anos de vivencia e aprendizado da língua ele retornará ao Brasil para completar seus estudo de Teologia. Que os nosso Santos Arnaldo e José Freinadmetz o abençoe sempre.

EM MISSÃO NA HUNGRIA

Marco Antônio de Miranda, SVD

Olá amigos do Brasil.

Já fazem quase dez meses que cheguei em missão na Hungria para a etapa do PFT (Processo de Formação Transcultural) e hoje partilho como está sendo essa experiência fantástica em terras magyares.

Se me perguntam a primeira coisa que senti quando cheguei por aqui posso responder que foi o frio. Cheguei no aeroporto de Budapest com uma temperatura de -7. Foi um pouco impactante, mas logo fui aquecido pela acolhida dos confrades que me aguardavam e diziam a saudação de acolhida húngara “ISTEN HOZOTT”, que quer dizer, “Deus te trouxe”. Algo muito legal da nossa comunidade é que é bem intercultural, pois somos 13 confrades na casa de 8 países diferentes. É como que um resumo da congregação em um lugar só.

Aqui vejo um campo propício de missão, estou muito animado e esperançoso. A recente história da Hungria é marcada pelas duas grandes guerras mundiais e, após isso, pelo comunismo que aqui dominou até o fim dos anos 80. A missão verbita aqui também foi afetada nesse período. Após a queda desse regime alguns verbitas húngaros que estavam espalhados pelo mundo voltaram para cá e nossa província foi se reconstruindo. Hoje nossos missionários tem um perfil jovem e trabalham com a animação missionária nas paróquias e escolas, com os jovens através dos “acampamentos missionários”, na espiritualidade com nossas casas de retiro e na questão social com o povo cigano.

O maior desafio nesse primeiro ano para mim está sendo a questão da língua. É uma língua bem diferente, a começar por não ter nenhuma língua próxima. Exige bastante estudo, dedicação e paciência. Desde fevereiro estudo a língua húngara em uma escola especializada no ensino para estrangeiros. Aqui em casa e com o povo de inicio improvisávamos na comunicação e tive a ajuda de meu diretor de PFT que sabe falar português e dos outros confrades que foram me ensinando as expressões básicas do húngaro. A fase mais difícil creio que tenha sido nos primeiros meses quando, já estudando, ainda não conseguia me comunicar bem. Tive um pouco de medo de não conseguir falar e me expressar. Essa fase já passou e é muito legal agora que já entendo muita coisa do húngaro, o Espírito Santo e a comunidade ajudam bastante.

Na questão do povo húngaro alguns paradigmas se quebraram, pois dizem que o povo europeu é muito “fechado”. Isso não percebi em totalidade com os húngaros, pois a questão é dar o primeiro passo nas relações interpessoais com o povo e as coisas vão acontecendo.

No que diz respeito a vida apostólica me animam muito as missões nas paróquias e os encontros com os jovens. Nesse aspecto destaco os acampamentos missionários que foram momentos muito legais ao longo do verão. Isso porque gosto muito de estar com a juventude e com a criançada. O trabalho com os jovens tem ajudado muito na prática do idioma e na motivação vocacional.

Os desafios, alegrias, vida comunitária e de oração que aqui vivencio também me ajudaram no crescimento espiritual e na confiança em Deus. No geral sinto que está sendo uma experiência única para mim. Uma coisa é se pensar em missão ad gentes estando no próprio país, no conforto de minha língua e cultura, mas estando em outro país a minha visão sobre a missão tem amadurecido muito. A missão nos surpreende e ultrapassa tudo aquilo que podemos pensar dela. Se me perguntam se está valendo a pena, respondo com as palavras do confrade pe. Manh Le:

“Não vale a pena, vale a galinha inteira”.

Um forte abraço.

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