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O missionário verbita Padre Ramesh vindo a Índia está em Brasília preparando-se para a missão no Brasil, na Província Brasil Centro.

A 117ª edição do Curso de Iniciação à Missão no Brasil, promovido pelo Centro de Formação Intercultural (Cenfi) e coordenado pelo Centro Cultural Missionário (CCM), reúne, em Brasília (DF), sete missionários e missionárias de seis países: Benin, Camarões, Coreia do Sul, Haiti, Papua-Nova Guiné e Índia. O curso tem duração de três meses e atende missionários enviados por congregações, dioceses, entidades ou organizações, para a missão no Brasil.

Desde sua criação em 1972, já passaram pelo curso do Cenfi, 4.350 missionários estrangeiros.

Padre Ramesh de camiseta preta.

O grupo esteve na sede das POM em Brasília (DF), nesta quarta-feira, 29, onde foi recebido pelo diretor das POM, padre Maurício da Silva Jardim e os secretários: padre Jaime C. Patias, padre Badacer Neto e Irmã Patrícia Souza. A equipe mostrou os vários setores da casa e fez uma explanação sobre o carisma, a finalidade e as atividades das Obras Missionárias.

“As POM têm como missão promover o espírito missionário universal no seio do povo de Deus. Encorajamos as Igrejas particulares para que assumam a cooperação missionária”, destacou padre Maurício. Ao falar sobre as atividades das obras, o diretor explicou: “priorizamos a formação nos diferentes sujeitos: crianças, jovens, famílias, seminaristas, religiosas e o clero. Colaboramos com as diferentes iniciativas missionárias em todo o Brasil e oferecemos às comunidades diversos materiais para animar o Mês das Missões. Esperamos que a presença e o testemunho de vocês motivem as dioceses do Brasil para a missão ad agentes”, desejou padre Maurício.

A 117ª edição do Cenfi teve início no dia 29 de janeiro e se estende até dia 28 de abril. A visita faz parte da programação e tem o objetivo mostrar aos missionários estrangeiros os principais organismos de animação e cooperação missionária no Brasil.

Para o seminarista haitiano, Damas Antoine, da Sociedade dos Sacerdotes de São Tiago, o que chamou a atenção na sede das POM foi a acolhida e as instalações onde cada pessoa tem seu próprio escritório e exerce uma função específica. “Gostei de ver também, que na parede do corredor central, estão as fotos dos antigos diretores. Isso ajuda a manter viva a memória”.

As POM estão presentes em cerca de 120 países. Irmã Marcelline Agossou, que pertence às Irmãs da Providencia de GAP e é natural do Benin, na África, disse que em seu país, as POM também trabalham em favor da missão universal. “Gostei da organização das POM no Brasil, o envolvimento de cada grupo de criança, jovens, famílias, idosos e enfermos, e missionários para enviar além-fronteiras. Acho a missão das POM muito importante para o futuro da Igreja. Isso por que o número dos católicos diminui. No ano 2000, o Brasil tinha 60% de católicos e em 2010 esse número caiu para 50%”, observou a religiosa demonstrando o seu conhecimento da realidade do país.

A vista incluiu a celebração Eucarística presidida por dom Edson Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM), diocese fronteiriça que abriga 22 povos indígenas.

O grupo do Cenfi estava acompanhado pela secretária do CCM, Emilene Eustachio e pelo secretário executivo, padre Jaime Luiz Gusberti. “Agradecemos de coração a acolhida e a sensibilidade que tiveram em nos fazer mergulhar na missão de forma muito serena, mas ao mesmo tempo convictos de que vale apena gastar a vida como discípulos missionários de Jesus Cristo”, sublinhou padre Gusberti, coordenador do CENFI. “As palavras não foram ditas da boca para foram, mas sentimos que brotaram de pessoas que vivem a missão. Saímos com o coração aquecido, cientes de que vale apena gastar a vida pela missão, de forma total e irrestrita na causa do Reino de Deus”, complementou padre Gusberti.

Desde sua criação em 1972, já passaram pelo curso do Cenfi, 4.350 missionários estrangeiros. Além disso, há muitos outros que foram acolhidos pelas suas congregações e comunidades religiosas sem passar por esse curso oferecido duas vezes ao ano. O curso é feito de forma integrada, em que os missionários estudam a língua portuguesa, a sociedade e a Igreja no Brasil; fazem estágio em casas de famílias; interagem com a realidade local e trocam experiências a partir da vivência em comum. A próxima edição acontecerá nos dias 10 de setembro a 8 de dezembro de 2017.

Jaime C. Patias

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